Irlanda aprova casamento gay e se fosse no Brasil?

Irlanda aprova casamento gay

Foi aprovada na Irlanda através de referendo, no último dia 23, a legalização do casamento gay. O país foi primeiro a legalizar a união de pessoas do mesmo sexo através do voto popular, mesmo com a tradição católica forte por lá.

No centro de Dublin uma multidão se reuniu para companhar a contagem dos votos. À medida que o resultado mostrava a vitória do “sim” os caisais começaram a comeorar e se beijar. Mais de 3,2 milhões de pessoas foram às urnas.

Multidão se reuniu para companhar a contagem dos votos

Mais de 62% dos eleitores votaram a favor da mudança constitucional para permitir que casais homossexuais possam se casar. Até 1993, a homossexualidade era crime na Irlanda, por isso esse foi um dia histórico para o país.
Ativistas pró-casamento gay como políticos gays, incluindo ministros, disseram que essa vitória marca a mudança de geração no país que era muito conservador.

“Somos um pequeno país com uma grande mensagem para o mundo”, disse o primeiro-ministro Enda Kenny.

Aqui no Brasil, com certeza não teríamos essa felicidade. Afinal, vivemos em um país onde a maioria das pessoas tendem a não pensar nos direitos civis do próximo. Elas pensam apenas no que é melhor para si e não pelo coletivo, agem de acordo com suas ideologias de vida, religião, filosofia de vida e outros fatores egoístas que a sociedade daqui tem. Estou mentindo?

Não!

Vamos aos fatos: o resultado de uma pesquisa Ibope, de setembro do ano passado, foi o seguinte: 53% contrários à legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, 40% a favor, com 7% não sabendo ou não respondendo.

Resumindo, a maioria dos brasileiros é contra o casamento gay terem o direito de constituírem família. E por quê? Por conta de suas crenças pessoais? Sendo isso, está bem claro na bíblia que comer camarão e lagosta é uma abominação (Levítico 11:09 e 10). Explica essa fofos! Aquele camarão ou lagosta na beira da praia com a família tradicional brasileira, pode não. E aí?

Por aqui, seria tudo diferente. Uma campanha pontual, como aquelas que antes de referendos ou plebiscitos e isso, da mesma maneira que ocorre em anos eleitorais, a virulência da oposição do fundamentalismo religioso serviria para reduzir ainda mais o apoio à dignidade da minoria.

É um risco tremendo uma maioria discutir sobre direitos fundamentais, principalmente de minorias, em referendos e plebiscitos. A Irlanda tem uma legislação específica que leva à discussão da mudança através referendo, e tem uma população preparada para esse tipo de debate.
Isso é tudo!

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Blogueiro, Youtuber, Social Media, Gerente de Projetos Web, metido a webdesigner e programador, sim, um workaholic. Viciado em The Sims, Resident Evil e músicas toscas. Aspirante a ator.

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