Após tentativa de suicídio, juiz de rugby assume homossexualidade e vira orgulho gay

Após tentativa de suicídio, juiz de rugby assume homossexualidade e vira orgulho gay

O galês Nigel Owens, o único árbitro abertamente gay no rugby, irá apitar a final do grande duelo decisivo da Rugby World Cup 2015, entre Nova Zelândia e Austrália, que acontece neste sábado, às 13h.

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A sua nomeação  para a tarefa de tamanha importância, porém, não pode ser considerada surpreendente e não tem relação com a sua orientação sexual. Em sua terceira Copa do Mundo, Owens é reconhecido como um dos melhores há muito tempo. Se sentindo “humilde e honrado”, agradeceu a escolha e o apoio que recebeu em seu Twitter.

“Minha vida mudou, minha arbitragem mudou. Se tem uma coisa que apitar exige, é que você esteja completamente concentrado nos 80 minutos. Se algo está mexendo com a sua cabeça, atrapalha. Um árbitro feliz é um árbitro bom.”

Além da notoriedade dentro de campo, o juiz virou uma celebridade fora dele, se tornando também apresentador de programas de televisão no País de Gales e sendo nomeado, em 2007, “Personalidade Gay do ano nos esportes” pelo grupo Stonewall, que luta pelos direitos LGBT.

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Tentativa de suicídio

Mesmo hoje sendo um exemplo a ser seguido, Owens já passou por péssimos momentos, dos quais diz se arrepender, antes de sentir-se seguro o suficiente para conversar sobre sua sexualidade até mesmo com sua família.

Em 1997, com 26 anos, Nigel chegou perto suicídio:

“Eu estava ‘definhando’ muito rápido, indo para um lugar de trevas e sem saída. Eu fiz algo uma noite do qual vou me arrepender pelo resto da vida: escrevi um bilhete de despedida para os meus pais, dizendo que não podia mais continuar vivendo, mas sem contar o porquê”, contou ele em entrevista recente a BBC.

“Deixei minha casa aquela noite com uma espingarda carregada, algumas caixas de paracetamol (remédio analgésico e antitérmico) e uma garrafa de whisky, e simplesmente dei uma volta na vila de Mynydd Cerrig uma última vez.”

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Para a sua sorte, o juiz “apagou” com a combinação de remédio e bebida alcoólica, e sendo hospitalizado.

“Se eu não tivesse entrado em coma, eu teria apertado aquele gatilho.”

A experiência de quase morte, tanto pelo suicídio, quanto pelo coma, mexeu com o Nigel. Ele terminou revelando primeiro à mãe e depois ao pai que é gay, ele comemora o fato de sempre ter recebido apoio, inclusive dos companheiros de profissão no esporte.

“Eu tinha uma escolha, poderia continuar vivendo uma mentira e continuar apitando, ou revelar tudo. Eu não estava feliz com a minha vida, e não estava arbitrando direito. Havia feito algumas partidas internacionais e não tinha ido bem. Tomei a decisão certa, pois sabia que do jeito que estava, não daria certo com juiz.”

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Parece que o rugby é o esporte onde os gays estão sendo bem aceitos, pelo menos lá fora, já falei de outros dois casos de homossexualidade nesse esporte aqui no blog:

Jogador de rugby, Keegan Hirst, se separa da mulher e assume ser gay

Namorados, jogadores do Libera Rugby, se beijam na capa da revista SW Sportweek

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Blogueiro, Youtuber, Social Media, Gerente de Projetos Web, metido a webdesigner e programador, sim, um workaholic. Viciado em The Sims, Resident Evil e músicas toscas. Aspirante a ator.

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