"Amores Santos": filme vai mostrar a hipocrisia por trás da religião

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Sabe aquela história da maior parte das religiões condenarem os homossexuais? Pois muito que bem! O filme brasileiro “Amores Santos” pretende mostrar a hipocrisia por trás dos discursos  religiosos.

Essa hipocrisia, como sabemos,  tem sido responsável pelo sofrimento de milhares de jovens gays ao redor do mundo. Assista o trailer de “Amores Santos”:

De acordo com o diretor do documentário, Dener Giovanini, durante seis meses, milhares de líderes religiosos como Arcebispos, Bispos, Padres e Pastores, foram contatados e gravados – via webcam – fazendo sexo virtual com um ator para realização do “Amores Santos”. Além do Brasil, foram registradas cenas de sexo envolvendo religiosos em diversos países, como EUA, Holanda, Espanha, França, Bélgica, Inglaterra, Costa Rica, México, Alemanha, Filipinas, Itália, Vaticano, entre outros.

Por ser produção independente,  os produtores estão contando com o apoio – principalmente – da comunidade LGBT, para ajudar a divulgar, finalizar e distribuir o filme. Para alcançar esse objetivo foi criada uma campanha através do site de crowdfunding “Indiegogo”. As doações podem ser feitas com valores que variam entre 10 e 1.000 dólares, cada um com sua respectiva recompensa.

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Inicialmente a ideia do diretor cinematográfico era mostrar os discursos religiosos contra a comunidade gay. Então, no fim de 2014, o jornalista criou um perfil fake no Facebook para fazer contato com religiosos. A intenção era buscar uma espécie de orientação dos sacerdotes.

No entanto, quando o personagem falso revelava ser homossexual, o discurso mudava:

“Ficava claro o interesse sexual e as mensagens caminhavam para outro rumo. Eles perguntavam se não era melhor conversar sobre o assunto pessoalmente, por telefone ou por vídeo. Comecei a perceber, então, que a história era outra. Chegou-se a uma quantidade absurda de mais de 5 mil conversas com religiosos de diferentes crenças e não teve mais porque a gente não quis. Um deles é seminarista que foi para a instituição aos 13 anos por imposição dos pais depois de revelar a homossexualidade. Ele se forma no próximo mês e confirmou ser gay”, detalha.

Dener explica que a intenção do documentário é revelar a contradição dos discursos religiosos com a prática dos sacerdotes. Ele garante que na produção aparecem evangélicos, católicos e anglicanos. Segundo o cineasta, houve dias em que o ator fazia até 20 gravações.

“O objetivo é mostrar a hipocrisia do discurso religioso homossexual. Sacerdotes de diferentes religiões condenam o que eles próprios fazem escondidos dentro de casa”, alega.

Segundo a descrição do site de crowdfunding, muitos adolescentes encontram no suicídio um alívio para o drama de serem abandonados por suas famílias, quando são confrontados com a sua homossexualidade. Muitos outros são vítimas da perseguição e violência nas ruas. Todos sofrem do estigma homofóbico, que é constantemente reforçado pela pregação religiosa. Estigma que nasce e se fortalece justamente num ambiente que deveria defender o amor, a compreensão e a reconciliação. E a parcela social que alimenta e dissemina o preconceito é a mesma que, privadamente, não tem pudores ao se entregar as práticas que condenam em público.

O filme também apresenta entrevistas que emocionam, principalmente de pais e pessoas que sofreram as consequências do ódio religioso. Além desses depoimentos, o documentário mostrará a opinião de diversos especialistas no tema.

“Amores Santos” não pretende revelar a identidade de nenhum dos religiosos envolvidos nas gravações.

Fonte auxiliar: Correio Braziliense

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Blogueiro, Youtuber, Social Media, Gerente de Projetos Web, metido a webdesigner e programador, sim, um workaholic. Viciado em The Sims, Resident Evil e músicas toscas. Aspirante a ator.

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